a ViDa NãO é A mEsMa mESmIcE dEpOIs QuE sE tEm Um FilHo

Talvez quem não é mãe não compreenda, mas quem é vai entender. De fato, ser mãe (e para os pais que acolhem essa alegria, também) muda tudo e faz com que cada coisinha cotidiana que não dávamos muita importância  (na correria do dia-a-dia) se transforme. E isso parece uma mágica. Não sei responder exatamente por que isso acontece, mas suspeito que é pelo fato da criança que nasce nos fazer lembrar o tempo todo que o mundo é lindo e nos propicia descobertas e novidades a cada instante. E nos força a dar as explicações de coisas que nunca pensamos porque acontecem ou existem, enfim, nos exige refletir sobre o SENTIDO das coisas, pessoas e acontecimentos.

 Aprendemos (ou reaprendemos) a nomear, a olhar, a escutar. Isso nos torna uma via muito especial de apresentação do mundo para nossos filhos. E o que passarmos para eles será gravado profundamente… Daí decorre beleza, poesia e responsabilidade.

 As mães sábias, e espero conseguir ser uma delas, conseguem crescer com essa experiência e se tornar pessoas melhores. Isso é especialmente importante porque não tem jeito: ser mãe é pra sempre.

Além de ser ‘reapresentadas’ ao mundo, pelas perguntas dos pequenos, somos ‘reapresentadas’ a nós mesmas. Muitas vezes, os filhos são como espelhos, apontam diretamente para coisas que não gostaríamos de ver. Isso às vezes dói, às vezes assusta. Pra quem gosta de observar com carinho para si mesmo: surpreende e encanta. 

Por falar em encanto, ele sempre me acomete quando começo a refletir sobre a beleza dessa ‘ideia’ de Deus: fazer com que nasçamos crianças e altamente dependentes de alguém – dependentes não só para as necessidades físicas, mas sobretudo para as emocionais. Poderia ter sido diferente. A infância humana é muito longa comparada às outras espécies de mamíferos do planeta – isso sugere alguma importância.

Quase sempre pensamos na importância para a criança, ou melhor, para o adulto em que essa criança se tornará. Mas suspeito que o mecanismo Divino tenha mão dupla: cresce a criança, cresce o cuidador da criança.

Acredito que em toda relação há troca e mudança, e oportunidades para nos tornarmos melhores. Claro que essa equação muitas vezes tem aspectos funestos – muitas mães e pais sendo ainda crianças em suas ações, (des)cuidando de crianças que terão que lutar muito para conseguirem crescer. Acontece, e não é raro, infelizmente.

Mas por isso é que convido a essa reflexão. Na dificuldade cotidiana, no dia que termina estressante por inúmeros outros fatores, que haja uma forma de ver no nosso filho, que muitas vezes se apresenta com um desafio, uma oportunidade. E nesse ciclo, aprendemos todos, cuidamos todos de nossas arestas e podemos juntos buscar construir um mundo (um pouco) melhor. 

Nesse dia das crianças, a sugestão é tirar o foco do consumismo e por o foco na criança – nos nossos filhos e também na nossa criança interior – e sair para brincar, passear, curtir, com leveza e fascínio por cada momento de alegria, que só como crianças conseguimos ter em plenitude.

Concluo ficando na torcida para que todo dia possa ser “dia das crianças”…

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Uma resposta em “a ViDa NãO é A mEsMa mESmIcE dEpOIs QuE sE tEm Um FilHo

  1. Lindo texto, gatinha!
    Cativante demais… Nada estranho para uma mãe tão comprometida com a prole. Eu, como esposo e pai dos seus filhos, sinto-me honrado em compartilhar com você todos os dias da minha vida, todos os meus projetos que, por isso mesmo, deixam de ser meus… são nossos. Assim, a caminhada fica mais consistente e segura. “Segura na minha mão que vamos todos juntos.”
    Amo você…muito!!!

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